JOGAR PARA GANHAR DINHEIRO?

Criados inicialmente com o único intuito de proporcionar entretenimento para crianças (e também adultos) que jogavam sozinhas ou com grupos de amigos em seus lares, os videogames evoluíram com o passar do tempo e romperam barreiras, possibilitando atualmente que pessoas que sequer se conheçam e que nem mesmo moram na mesma cidade ou país, joguem juntas on line. Não há, portanto, dúvidas de que os videogames mudaram a forma de interação entre as pessoas, mas será que continuam sendo apenas para diversão?

Um novo conceito de videogames vem se destacando no mercado, o “play-to-earn”, ou em tradução livre, “jogue para ganhar”. O modelo não é novidade, e muitos jogos já possuem esse conceito de quanto mais a pessoa joga, maior a possibilidade de ganhar algo no jogo, tal como skins, armas, boxes, etc. Contudo, o conceito evoluiu para os jogos de NFT (non-fungible token), que são jogos eletrônicos com uma arquitetura que operam completa ou parcialmente sobre uma rede de criptomoedas, possibilitando que os jogadores tenham posse sobre os objetos virtuais contidos no jogo.

Um dos jogos “play-to-earn” mais conhecidos é o Axie Infinity, um jogo de troca e batalha que utiliza a criptomoeda Ethereum. Este game permite que os jogadores coletem, criem, batalhem e troquem criaturas conhecidas como “Axies” que são digitalizados em NFTs. Contudo, para começar a brincar, o jogador precisa comprar, pelo menos, três Axies, que custam, aproximadamente, US$77,00 dólares cada, de forma que o investimento inicial gira em torno de US$231,00 dólares.

Diferente de outros jogos, o investimento é caro, no entanto, existem pessoas que se dedicam total ao jogo como forma de remuneração, ou até mesmo sustento, o que faz surgir ainda mais  players interessados nos jogos de NFTs e por consequência outros modelos de jogos no mercado com o conceito “paly-to-ear”, como por exemplo o  Bom Crypto, Light Nite, Crypto Cars, Crypto Planes e outros.

Autoria: Caroline Moura Maffra